Neighborhood environmental characteristics and sedentary behavior in later life: the EpiFloripa Study

  • Gabriel Claudino Budal Arins Federal University of Santa Catarina. Postgraduate Program in Physical Education. Florianópolis, Santa Catarina, Brazil.
  • Carla Elane da Silva dos Santos Federal University of Santa Catarina, Specialization Program in Collective Health, Florianópolis, Santa Catarina, Brazil.
  • Maruí Weber Corseuil Giehl Federal University of Santa Catarina, Department of Health Sciences, Araranguá, Santa Catarina, Brazil.
  • Tânia Rosane Bertoldo Benedetti Federal University of Santa Catarina. Postgraduate Program in Physical Education. Florianópolis, Santa Catarina, Brazil.
  • Cesar de Oliveira University College London, Department of Epidemiology and Public Health, London, UK.
  • Eleonora D’Orsi Federal University of Santa Catarina, Department of Public Health, Florianópolis, Santa Catarina, Brazil.
  • Cassiano Ricardo Rech Federal University of Santa Catarina. Postgraduate Program in Physical Education. Florianópolis, Santa Catarina, Brazil.
Palavras-chave: Sedentary behavior, Accelerometry, Neighborhood environment, Older adults, Brazil

Resumo

Pouco se conhece sobre a associação entre características do ambiente e comportamento sedentário (CS) medido por acelerometria em idosos. Esse estudo objetiva analisar a associação entre as características do ambiente percebido e CS em idosos de Florianópolis, Brasil. Participaram 423 idosos (62,1% mulheres) de Florianópolis, selecionados entre os participantes do Projeto EpiFloripa. O tempo despendido em CS foi mensurado por acelerometria (Actigraph-GT3X e GT3X+) por sete dias, considerado como CS abaixo de 100 counts. As características da vizinhança foram medidas por 17 itens da escala A-NEWS. Análise de regressão linear foi utilizada para testar a associação entre o as características percebidas do ambiente da vizinhança e o CS. Para essa finalidade foi usado o software Stata 13.0, utilizando o comando “svy” para amostra complexas e considerando pesos amostrais. Os resultados mostram que os idosos passam em média 631,9 minutos/dia em CS, o que representa cerca de 66% do tempo em que estão acordados. Para os homens que reportaram perceber a presença de “comércio de venda produtos” (β = -66,87; IC95%: -113,80; -19,66), “comércio de serviços” (β = -65,65; IC95%: -118,63; -12,61), “comércio de venda de alimentos” (β = -78,38; IC95%: -123,79; -32,93) e “presença de pontos de ônibus” (β = -66,69; IC95%: -110,32; -22,95) o CS foi de aproximadamente uma hora a menos do que os que não percebem estes atributos do ambiente. Entre as mulheres idosas o menor CS foi associado com a “presença de clubes e academias” (β = -24,57; IC95%: -48,13; -0,89), “presença de academias ao ar livre” (β = -31,67; IC95%: -58,80; -4,21). Os resultados indicam que melhores acessos e maior diversidade de lugares no ambiente da vizinhança podem ser fatores importantes para reduzir o CS em idosos.

 

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Publicado
14-08-2018
Seção
Artigos Originais