“Crianças, vamos ao parque?” - Percepções sobre a utilização de parques públicos por crianças

  • Simone Medeiros Oliveira Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer (CIAFEL), Faculdade do Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), Porto, Portugal http://orcid.org/0000-0002-3700-4887
  • Paula Silva Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer (CIAFEL), Faculdade do Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), Porto, Portugal https://orcid.org/0000-0003-4231-9469
  • Maria Paula Maia dos Santos Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer (CIAFEL), Faculdade do Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), Porto, Portugal https://orcid.org/0000-0002-2182-9841
Palavras-chave: Crianças, Áreas verdes, Exercício

Resumo

Parques públicos localizados em áreas urbanas podem contribuir para maiores oportunidades de atividade física das crianças. Conhecer a utilização dessas áreas verdes urbanas pelas crianças, bem como a percepção destas acerca da atividade física nos parques pode facilitar a elaboração de estratégias de promoção da saúde das crianças através da atividade física nos parques. O objetivo deste estudo foi descrever a utilização de parques por criança para a prática da atividade física, bem como suas percepções sobre a atividade física nos parques. Para tal recorreu-se a uma metodologia de caráter quali-quantitativo. Os dados quantitativos sobre a utilização de dois parques foram obtidos através do instrumento SOPARC. Os dados qualitativos sobre a percepção das crianças (10 a 12 anos) foram obtidos através de quatro grupos focais. Para análise dos dados quantitativos recorreu-se ao teste do qui-quadrado e de Mann-Whitney; o tratamento dos dados qualitativos foi realizado por análise temática de conteúdo. Os resultados não evidenciaram diferença na utilização dos parques pelas crianças, contudo indicam uma reduzida utilização destas áreas pelas crianças (Parque 1 = 20,9% versus Parque 2 = 11,0%), especialmente no inverno (Parque 1 = 15,4% versus Parque 2 = 4,5%). O discurso das crianças revelou que estas utilizam o parque para a prática da atividade física recreativa, bem como o prazer em praticarem atividade física nestes locais. A promoção de estratégias que favoreçam uma maior utilização dos parques pelas crianças poderá contribuir para o aumento da atividade física das crianças.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

1. Kohl HW, Craig CL, Lambert EV, Inoue S, Alkandari JR, Leetongin G, et al. Epandemic of physical inactivity: global action for public health. Lancet. 2012;380(9838):294-05. 

2. Klinker CD, Schipperijn J, Christian H, Kerr J, Ersboll AK, Troelsen J. Using accelerometers and global positioning system devices to assess gender and age differences in children’s school, transport, leisure and home based physical activity. Int J Behav Nutr Phys Act. 2014;11:8. 

3. Carson V, Hunter S, Kuzik N, Gray CE, Poitras VJ, Chaput JP, et al. Systematic review of sedentary behaviour and health indicators in school-aged children and youth: an update. Appl Physiol Nutr Metab. 2016;41(6 Suppl 3):S240-65. 

4. Loprinzi PD, Cardinal BJ, Loprinzi KL, Lee H. Benefits and environmental determinants of physical activity in children and adolescents. Obes Facts. 2012;5(4):597-10. 

5. 
 Perdue WC, Stone LA, Gostin LO. The built environment and its relationship to the public’s health: the legal framework. Am J Public Health. 2003;93(9):1390-4. 

6. Sallis JF, Floyd MF, Rodríguez DA, Saelens BE. Role of built environments in physical activity, obesity, and cardiovascular disease. Circulation. 2012;125(5):729-37. 

7. Ruijsbroek A, Droomers M, Kruize H, van Kempen E, Gidlow CJ, Hurst G, et al. Does the health impact of exposure to neighbourhood green space differ between population groups? An Explorative Study in Four European Cities. Int J Environ Res Public Health. 2017;14(6):15. 

8. Van den Berg M, van Poppel M, van Kamp I, Andrusaityte S, Balseviciene B, Cirach M, et al. Visiting green space is associated with mental health and vitality: A cross-sectional study in four European cities. Health Place. 2016;38:8-15. 

9. Ward JS, Duncan JS, Jarden A, Stewart T. The impact of children’s exposure to greenspace on physical activity, cognitive development, emotional wellbeing, and ability to appraise risk. Health Place. 2016;40:44-50. 

10. McCracken DS, Allen DA, Gow AJ. Associations between urban greenspace and health-related quality of life in children. Prev Med Rep. 2016;3:211-21. 

11. Larson LR, Jennings V, Cloutier SA. Public parks and wellbeing in urban areas of the United States. PLoS One. 2016;11(4):e0153211. 

12. Kaczynski AT, Henderson KA. Parks and recreation settings and active living: a review of associations with physical activity function and intensity. J Phys Act Health. 2008;5(4):619-32. 

13. Bedimo-Rung AL, Mowen AJ, Cohen DA. The significance of parks to physical activity and public health: a conceptual model. Am J Prev Med. 2005;28(2 Suppl 2):159-68. 

14. Dunton GF, Almanza E, Jerrett M, Wolch J, Pentz MA. Neighborhood park use by children: use of accelerometry and global positioning systems. Am J Prev Med . 2014;46(2):136-42. 

15. Bohn-Goldbaum EE, Phongsavan P, Merom D, Rogers K, Kamalesh V, Bauman AE. Does playground improvement increase physical activity among children? A quasi- experimental study of a natural experiment. J Environ Public Health. 2013;2013:9. 

16. Schoeppe S, Duncan MJ, Badland HM, Oliver M, Browne M. Associations between children’s independent mobility and physical activity. BMC Public Health. 2014;14:91. 

17. Kurka JM, Adams MA, Todd M, Colburn T, Sallis JF, Cain KL, et al. Patterns of neighborhood environment attributes in relation to children’s physical activity. Health Place. 2015;34:164-70. 

18. Janssen I, Rosu A. Undeveloped green space and free-time physical activity in 11 to 13-year-old children. Int J Behav Nutr Phys Act. 2015;12:26. 

19. Floyd MF, Bocarro JN, Smith WR, Baran PK, Moore RC, Cosco NG, et al. Park-based physical activity among children and adolescents. Am J Prev Med. 2011;41(3):258-65. 

20. McKenzie TL, Cohen DA, Sehgal A, Williamson S, Golinelli D. System for Observing Play and Recreation in Communities (SOPARC): reliability and feasibility measures. J Phys Act Health. 2006;3(Suppl 1):S208-22. 

21. Ward P, McKenzie TL, Cohen D, Evenson KR, Golinelli D, Hillier A, et al. Physical activity surveillance in parks using direct observation. Prev Chronic Dis. 2014;11:130147. 

22. Cohen DA, Setodji C, Evenson KR, Ward P, Lapham S, Hillier A, et al. How much observation is enough? Refining the administration of SOPARC. J Phys Act Health. 2011;8(8):1117-23. 

23. Santos MP, Rech CR, Alberico CO, Fermino RC, Rios AP, David J, et al. Utility and reliability of an App for the System for Observing Play and Recreation in Communities (iSOPARC®). Meas Phys Educ Exerc Sci. 2016;20(2):93-8. 

24. Besenyi GM, Kaczynski AT, Wilhelm Stanis SA, Vaughan KB. Demographic variations in observed energy expenditure across park activity areas. Prev Med. 2013;56(1):79-81. 

25. McCormack GR, Rock M, Toohey AM, Hignell D. Characteristics of urban parks associated with park use and physical activity: a review of qualitative research. Health Place. 2010;16(4):712-26. 

26. Brockman R, Fox KR, Jago R. What is the meaning and nature of active play for today’s children in the UK? Int J Behav Nutr Phys Act. 2011;8:15. 

27. Baran PK, Smith WR, Moore RC, Floyd MF, Bocarro JN, Cosco NG, et al. park use among youth and adults: examination of individual, social, and urban form factors. Environ Behav. 2014;46(6):768-800. 

28. Lee AC, Jordan HC, Horsley J. Value of urban green spaces in promoting healthy living and wellbeing: prospects for planning. Risk Manag Healthc Policy. 2015;8:131-7. 

29. Fraser SD, Lock K. Cycling for transport and public health: a systematic review of the effect of the environment on cycling. Eur J Public Health. 2011;21(6):738-43. 

30. Roemmich JN, Johnson L. Seasonal alterations in park visitation, amenity use, and physical activity-Grand Forks, North Dakota, 2012-2013. Prev Chronic Dis. 2014;11:e155. 

Publicado
22-08-2018
Seção
Artigos Originais