Coletas de dados por meio de tablets – prático, barato e de fácil programação

Palavras-chave: Coleta de Dados, Tecnologia, Epidemiologia

Resumo

Objetivou-se relatar uma experiência de utilização de um dispositivo móvel para coleta de dados, além de descrever os procedimentos para sua implementação. A pesquisa foi composta por dois momentos: entrevistas de 2008 realizadas por meio de papel e caneta e em 2014-2015 por meio de dispositivos móveis. O processo de implementação dos questionários nesses dispositivos móveis seguiu três etapas: i) escolha do dispositivo móvel; ii) escolha do aplicativo; iii) desenvolvimento e programação do aplicativo. Quando comparada à coleta utilizando papel e caneta, a utilização de tablet apresentou uma economia monetária de 25,8%, sendo que, para uma coleta futura, essa economia seria de 99,2%, e uma economia de tempo superior à 56,9%. Os resultados apontam que o uso de tablet para coleta de dados em pesquisas epidemiológicas deve ser encorajado, uma vez que apresenta benefícios espaciais, econômicos e temporais quando comparado ao uso do papel e caneta.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Inaian Pignatti Teixeira, Universidade de São Paulo - Escola de Engenharia de São Carlos, São Carlos, São Paulo, Brasil.

Doutor em Atividade Física e Saúde e mestre em Biodinâmica da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), especialista em  Fisiologia do Exercício e Ciência do Esporte pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e graduado em Educação Física também pela UFU. Atualmente realizo Pós-Doutorado na Escola de Engenharia de São Carlos (USP) no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Transportes.

Referências

1. Andrade MM. Introdução à metodologia do trabalho científico. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
2. Khoury MJ, Lam TK, Ioannidis JP, Hartge P, Spitz MR, Buring JE, et al. Transforming epidemiology for 21st century medicine and public health. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2013; 22(4):508–16.
3. Barros AJD, Santos IS, Victora CG, Albernaz EP, Domingues MR, Timm IK, et al. Coorte de nascimentos de Pelotas, 2004: metodologia e descrição. Rev Saúde Pública. 2006;40(3):402–13.
4. Duncan BB, Vigo A, Hernandez E, Luft VC, Ahlert H, Bermann K, et al. Gerência de Informação em Estudos Multicêntricos: o Estudo Longitudinal de Saude do Adulto. Rev. Saúde Pública. 2013;47(Supl 2):95–104.
5. Lane SJ, Heddle NM, Arnold E, Walker I. A review of randomized controlled trials comparing the effectiveness of hand held computers with paper methods for data collection. BMC Med Inform Decis Mak. 2006; 6:23.
6. Wilcox AB, Gallagher KD, Boden-Abdala B, Bakken SR. Research data collection methods: from paper to tablet computers. Med Care. 2012;50(7):S68–S73.
7. Nakamura PM, Teixeira IP, Papini CB, Fernandes RA, Kokubun E. Associação da caminhada no lazer e no transporte com ambiente construído em adultos do município de Rio Claro-SP. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2013;18(4):424–34.
8. Nakamura PM, Teixeira IP, Smirmaul BP, Sebastião E, Papini CB, Gobbi S, et al. Health related quality of life is differently associated with leisure-time physical activity intensities according to gender: a cross-sectional approach. Health Qual Life Outcomes. 2014;12:98.
Publicado
23-08-2018
Seção
Séries Técnicas em Atividade Física e Saúde