Descriptive epidemiology of high TV-viewing time in Brazilian adults

Palavras-chave: Sedentary lifestyle, Physical activity, Epidemiology, Public health, Cross-sectional study

Resumo

O excesso de tempo assistindo televisão (TV) podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares e outros problemas de saúde. O objetivo desse estudo foi descrever o excesso de tempo de televisão e seus correlatos entre adultos brasileiros. Foram analisados dados de 60.202 participantes (18 anos ou mais) na Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2013. A prevalência de adultos que passaram mais de 3 horas por dia e mais de 5 horas/dia assistindo TV foram calculados para homens e mulheres de acordo com idade, nível de escolaridade e nível de atividade física. A prevalência participantes que relataram mais de 3 horas por dia de TV foi de 28,9%, enquanto 8,9% relataram mais de 5 horas por dia. Mulheres e participantes com menor escolaridade relataram mais tempo de TV quando comparados aos seus pares. Homens que praticaram mais atividade física relataram menos tempo de TV, entretanto o mesmo não foi observado em mulheres. A prevalência de mais de 5 horas por dia em TV foi 46% menor entre as mulheres com alto nível de escolaridade. Estes resul- tados sugerem a necessidade de implementar ações em nível populacional que considerem o comportamento sedentário, ratificando a importância em promover opções atrativas de lazer ativo para população.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Grégore Iven Mielke, Postgraduate Program in Epidemiology, Federal University of Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brazil. School of Human Movement and Nutrition Sciences, University of Queensland, Brisbane, Queensland, Australia.

Grégore Iven Mielke possui bacharelado em Educação Física (2009), mestrado (2012) e doutorado (2017) em Epidemiologia pelo Universidade Federal de Pelotas. Realizou estagio de doutorado na School of Human Movement and Nutrition Sciences - University of Queensland, onde também atuou como Senior Reserach Fellow. Ja atuou como consultor técnico no Ministério da Saúde. Atualmente é pesquisador na Coorte de Nascimentos de 2015, Pelotas- Universidade Federal de Pelotas, Honorary Research Fellow da School of Human Movement and Nutrition Sciences - University of Queensland e membro da diretoria executiva da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde.

Referências

1. Sallis JF, Bull F, Guthold R, Heath GW, Inoue S, Kelly P, et al. Progress in physical activity over the Olympic quadrennium. Lancet. 2016;388(10051):1325-36. 

2. Ekelund U, Steene-Johannessen J, Brown WJ, Fagerland MW, Owen N, Powell KE, et al. Does physical activity attenuate, or even eliminate, the detrimental association of sitting time with mortality? A harmonised meta-analysis of data from more than 1 million men and women. Lancet. 2016;388(10051):1302-10. 

3. Ekelund U. Commentary: Too much sitting: a public health threat? Int J Epidemiol. 2012;41(5):1353-55. 

4. Healy GN, Dunstan DW, Salmon J, Cerin E, Shaw JE, Zimmet PZ, Owen N. Objectively measured light-intensity physical activity is independently associated with 2-h plasma glucose. Diabetes Care. 2007;30:1384-89. 

5. Pate RR, O’Neill JR, Lobelo F. The evolving definition of “sedentary”. Exerc Sport Sci Rev. 2008,36:173-78. 

6. Owen N, Healy GN, Matthews CE, Dunstan DW. Too much sitting: the population health science of sedentary behavior. Exerc Sport Sci Rev. 2010,38:105-13. 

7. Katzmarzyk PT, Church TS, Craig CL, Bouchard C. Sitting time and mortality from all causes, cardiovascular disease, and cancer. Med Sci Sports Exerc. 2009,41:998-1005. 

8. Thorp AA, Owen N, Neuhaus M, Dunstan DW. Sedentary behaviors and subsequent health outcomes in adults a systematic review of longitudinal studies, 1996-2011. Am J Prev Med. 2011;41:207-15. 

9. Clark BK, Sugiyama T, Healy GN, Salmon J, Dunstan DW, Shaw JE, et al. Socio-demographic correlates of prolonged television viewing time in Australian men and women: the AusDiab study. J Phys Act Health. 2010;7(5):595-01. 

10. Mielke GI, da Silva ICM, Owen N, Hallal PC. Brazilian adults’ sedentary behaviors by life domain: population-based study. PLoS ONE. 2014;9(3):e91614. 

11. Harvey JA, Chastin SF, Skelton DA. Prevalence of sedentary behavior in older adults: a systematic review. Int J Environ Res Public Health. 2013;10(12):6645-61.
12. Duncan MJ, Vandelanotte C, Caperchione C, Hanley C, Mummery WK. Temporal trends in and relationships between screen time, physical activity, overweight and obesity. BMC Public Health. 2012;12(1):1060.
13. Mielke GI, Hallal PC, Rodrigues GBA, Szwarcwald CL, Santos FV, Malta DC. Prática de atividade física e hábito de assistir à televisão entre adultos no Brasil: Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Epidemiol Serv Saúde. 2015;24(2):277-86. 

14. Mielke GI, Hallal PC, Malta DC, Lee IM. Time trends of physical activity and television viewing time in Brazil: 2006- 2012. Int J Behav Nutr Phys Act. 2014;11:101. 

15. Szwarcwald CL, Malta DC, Pereira CA, Vieira MLFP, Conde WL, Souza Júnior PRB, et al. Pesquisa Nacional de Saúde no Brasil: concepção e metodologia de aplicação. Cienc Saude Coletiva. 2014;19(2):333-42. 

16. Instituto Brasileiro de Geogra a e Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde 2013: percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas [Internet]. Rio de Janeiro: IBGE; 2014 [citado 2015 jan 8]. Disponível em: www.ibge. gov.br/PNS/2013/pns2013.pdf. 

17. Global recommendations on physical activity for health. 2010, World Health Organization, Geneva, Switzerland; 2010. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/ NBK305060/. 

18. DiPietro L, Jin Y, Talegawkar S, Matthews CE. The joint associations of sedentary time and physical activity with mobility disability in older people: The NIH-AARP Diet and Health Study. J Gerontol A Biol Sci Med Sci. 2017;73(4):532-38. 

19. Kikuchi H, Inoue S, Sugiyama T, Owen N, Oka K, Shimomitsu T. Correlates of prolonged television viewing time in older Japanese men and women. BMC Public Health. 2013;13:213. 

20. Bauman A, Ainsworth BE, Sallis JF, Hagstromer M, Craig CL, et al. The descriptive epidemiology of sitting a 20-country comparison using the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Am J Prev Med. 2011;41:228-35. 

21. Stamatakis E, Hillsdon M, Mishra G, Hamer M, Marmot M. Television viewing and other screen-based entertainment in relation to multiple socioeconomic status indicators and area deprivation: The Scottish Health Survey. J Epidemiol Community Health. 2003;63:734-40. 

22. Salmon J, Bauman A, Crawford D, Timperio A, Owen N. e association between television viewing and overweight among Australian adults participating in varying levels of leisure-time physical activity. Int J Obes Relat Metab Disord. 2000;24(5):600-06. 

23. Paravidino VB, Mediano MF, Sichieri R. Does a single bout of exercise in uence subsequent physical activity and sedentary time in overweight boys? Physiol Behav. 2017;173:231-35.
Publicado
05-09-2018
Seção
Artigos Originais