Exercício com intensidade autosselecionada para idosos: implicações do afeto em aulas comunitárias

Palavras-chave: Caminhada, Afeto, Saúde do idoso

Resumo

A prescrição da intensidade do exercício de forma autosselecionada em função de maior afeto positivo é uma estratégia utilizada para promover aderência da população na prática de exercícios. Entretanto, ainda não foram investigadas as implicações que essa estratégia pode gerar na valência afetiva de idosos em ambientes não laboratoriais e em aulas em grupos. O objetivo desse estudo foi analisar se o exercício com intensidade autosselecionada realizado em grupos de idosos pode influenciar na valência afetiva. A amostra foi composta por 176 idosos, sendo 42 homens, com média de idade 70,70 ± 10,10 anos e 134 mulheres, com média de idade 71,00 ± 6,60 anos. Os idosos vinculados a um centro comunitário reportaram a valência afetiva e percepção subjetiva de esforço após uma caminhada de 30 minutos com intensidade autosselecionada. Os participantes foram alocados em três grupos segundo os tercis de percepção subjetiva de esforço: grupo com baixa (GBPE), média (GMPE) e alta (GAPE) percepção de esforço. Foi identificado que todos grupos se diferenciam entre si na valência afetiva [X² (2) = 50,860; p < 0,05]. A magnitude das diferenças pelo tamanho de efeito foi moderada na análise global (*ES = 0,331) e entre GBPE e GAPE (ES = 0,329). Conclui-se existe uma implicação negativa na valência afetiva em exercício com autosseleção da intensidade realizados por idosos em grupos comunitários, possivelmente causado por fatores psicossociais capazes de influenciar na variabilidade de respostas perceptivas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Ekkekakis P. Let them roam free? Physiological and psychological evidence for the potential of self-selected exercise intensity in public health. Sports Med. 2009;39(10):857–88.

Elsangedy HM, Machado DGS, Krinski K, Nascimento PHD, Oliveira GTA, Santos TM, et al. Let the Pleasure Guide Your Resistance Training Intensity. Med Sci Sports Exerc. 2018;50(7):1472–9.

Portugal EMM, Lattari E, Santos TM, Deslandes AC. Affective Responses To Prescribed And Self-Selected Strength Training Intensities. Percept Mot Skills. 2015;121(2):465–81.

Oliveira BRR, Deslandes AC, Thompson WR, Terra BS, Santos TM. Comparison of two proposed guidelines for aerobic training sessions. Percept Mot Skills. 2012;115(2):645–60.

Magnan RE, Kwan BM, Bryan AD. Effects of current physical activity on affective response to exercise: physical and social-cognitive mechanisms. Psychol Health. 2013;28(4):418–33.

Karoly H, Stevens C, Magnan R, Harlaar N, Hutchison KE, Bryan AD. Genetic Influences on Physiological and Subjective Responses to an Aerobic Exercise Session among Sedentary Adults. J Cancer Epidemiol. 2012;2012:540563.

Kriel Y, Askew CD, Solomon C. The effect of running versus cycling high-intensity intermittent exercise on local tissue oxygenation and perceived enjoyment in 18-30-year-old sedentary men. PeerJ. 2018;19(6):e5026.

Hamlyn-Williams CC, Freeman P, Parfitt G. Acute affective responses to prescribed and self-selected exercise sessions in adolescent girls: an observational study. BMC Sports Sci Med Rehabil. 2014;25(6):35.

Oliveira BRR, Santos TM, Kilpatrick M, Pires FO, Deslandes AC. Affective and enjoyment responses in high intensity interval training and continuous training: A systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2018;13(6):0197124.

Brickman P, Campbell DT. Hedonic relativism and planning the good society. In: New York: Academic Press. 1971;287–301.

Kellogg E, Cantacessi C, McNamer O, Holmes H, von Bargen R, Ramirez R, et al. Comparison of Psychological and Physiological Responses to Imposed vs. Self-selected High-Intensity Interval Training. J strength Cond Res. 2018; 33(11):2945–52.

Smith AE, Eston R, Tempest GD, Norton B, Parfitt G. Patterning of physiological and affective responses in older active adults during a maximal graded exercise test and self-selected exercise. Eur J Appl Physiol. 2015;115(9):1855–66.

Krinski K, Machado DS, Lirani L, DaSilva SG, Costa E, Hardcastle S, et al. Let’s Walk Outdoors! Self-Paced Walking Outdoors Improves Future Intention to Exercise in Women With Obesity. J Sport and Exerc Psychol. 2017;39(2):145–57.

Gladwell VF, Brown DK, Wood C, Sandercock GR, Barton JL. The great outdoors: how a green exercise environment can benefit all. Extrem Physiol Med. 2013;2(1):3–3.

Tuso P. Strategies to Increase Physical Activity. Perm J. 2015;19(4):84–8.

Raafat RM, Chater N, Frith C. Herding in humans. Trends Cogn Sci. 2009;13(10):420–28.

Carey RM, Whelton PK. Prevention, Detection, Evaluation, and Management of High Blood Pressure in Adults: Synopsis of the 2017 American College of Cardiology/American Heart Association Hypertension Guideline. Ann Intern Med. 2018;168(5):351–58.

Diabetes AA. lassification and Diagnosis of Diabetes: Standards of Medical Care in Diabetes. Diabetes Care. 2018;1;41(Suppl 1):S13–27.

Hardy C, Rejeski W. Not what, but how one feels: the measurement of affect during exercise. J Sport Exerc Psychol. 1989;1;11(3):304–17.

Borg GAV. Psychophysical bases of perceived exertion. Med Sci Sport Exerc. 1982;14(5):377–81.

Pires FO, Noakes TD, Lima-Silva AE, Bertuzzi R, Ugrinowitsch C, Lira FS, et al. Cardiopulmonary, blood metabolite and rating of perceived exertion responses to constant exercises performed at different intensities until exhaustion. Br J Sports Med. 2011;45(14):1119–25.

Cohen J. A power primer. Psychol Bull. 1992;112(1):155–59.

Vasconcelos G, Canestri R, Prado RCR, Brietzke C, Franco-Alvarenga P, Santos TM, et al. A comprehensive integrative perspective of the anaerobic threshold engine. Physiol Behav. 2019;15(210):112435–38.

Ekkekakis P. Pleasure and displeasure from the body: Perspectives from exercise. Cogn Emot. 2003;17(2):213–39.

Ekkekakis P, Acevedo E. Affective responses to acute exercise: toward a psychobiological dose-response model. In: In E. O. Acevedo & P. Ekkekakis (Eds.), Psychobiology of Physical Activity. United States of America. Human Kine.. 2006;91–109.

Schneider M, Schmalbach P. Affective Response to Exercise and Preferred Exercise Intensity Among Adolescents. J Phys Act Health. 2015;12(4):546–52.

Publicado
13-12-2019
Seção
Artigos Originais