Inatividade física no lazer durante a pandemia da COVID-19 em universitários de Minas Gerais

Autores

  • Giselle Helena Tavares Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7369-4398
  • Daniel Paiva de Oliveira Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.
  • Lucas Ramos Rodrigues Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8119-2184
  • Caroline Gonçalves da Mota Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5800-4835
  • Thiago Ferreira de Sousa Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Uberaba, Minas Gerais, Brasil. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Formação de Professores, Amargosa, Bahia, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9846-9661
  • Maria Clara Elias Polo Universidade de São Paulo - USP, Programa de Pós Graduação em Saúde Pública – PPG-SP, São Paulo, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-3968-7247

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.25e0178

Palavras-chave:

Estudantes, Atividades de lazer, Pandemias

Resumo

Os objetivos deste estudo foram estimar a prevalência de inatividade física no lazer e analisar a associação entre as práticas de atividades físicas (AF) pregressas na Educação Física (EF) escolar e fora do contexto escolar, sob a inatividade física no lazer durante o período da pandemia de COVID-19. Estudo transversal em que 1.679 estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal de Uberlândia responderam um questionário online adaptado do “Indicadores de Saúde e Qualidade de Vida em Acadêmicos (ISAQ-A)". O período de coleta teve duração de 25 dias, em maio de 2020. A análise da associação empregada foram as Razões de Prevalências (RP), complementadas pelo intervalo de confiança a 95% (IC95%), nas análises brutas e ajustadas. A variável dependente foi relatar não praticar AF no lazer durante a pandemia de COVID-19. As variáveis independentes: prática de AF no período da infância e adolescência, fora da escola e participação nas aulas de Educação Física escolar (participação regular e irregular). As variáveis de controle foram estado de saúde, meios para a prática de AF antes da pandemia e renda. O nível de significância adotado foi de 5%. O não envolvimento em atividades físicas fora do contexto escolar está associado a maiores prevalências de inatividade física no lazer (RP = 1,245; IC95%: 1,087 – 1,426). Os achados deste estudo indicam que as AFs realizadas no âmbito do lazer no período da infância e adolescência podem influenciar na manutenção da prática mesmo em situações adversas, como o distanciamento social ocasionado pela pandemia de COVID-19.

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Biografia do Autor

Giselle Helena Tavares, Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.

Docente na Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Coordenadora do GPELS - Grupo de Pesquisas sobre Gestão do Esporte, Lazer e Saúde. 

Daniel Paiva de Oliveira , Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.

Graduando na Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Membro do GPELS - Grupo de Pesquisas sobre Gestão do Esporte, Lazer e Saúde. 

 

Lucas Ramos Rodrigues, Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.

Graduando na Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Membro do GPELS - Grupo de Pesquisas sobre Gestão do Esporte, Lazer e Saúde. 

*Lucas Ramos Rodrigues é o nome social de Letícia Ramos Rodrigues. 

Caroline Gonçalves da Mota, Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.

Graduanda na Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Membro do GPELS - Grupo de Pesquisas sobre Gestão do Esporte, Lazer e Saúde. 

Thiago Ferreira de Sousa, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Uberaba, Minas Gerais, Brasil. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Formação de Professores, Amargosa, Bahia, Brasil.

Docente no Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, Minas Gerais, Brasil e no Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Amargosa, Bahia, Brasil

Maria Clara Elias Polo, Universidade de São Paulo - USP, Programa de Pós Graduação em Saúde Pública – PPG-SP, São Paulo, Brasil.

Doutoranda no Programa de Pós Graduação em Saúde Pública da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

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Publicado

2020-12-31

Como Citar

1.
Tavares GH, Oliveira DP de, Rodrigues LR, Mota CG da, Sousa TF de, Polo MCE. Inatividade física no lazer durante a pandemia da COVID-19 em universitários de Minas Gerais. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 31º de dezembro de 2020 [citado 28º de janeiro de 2022];25:1-7. Disponível em: https://www.rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14420

Edição

Seção

Artigos Originais