Participação em programas públicos para prática de atividade física e comportamentos de saúde

Autores

  • Lorena Neiva de Oliveira Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de Nutrição, Escola de Enfermagem. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
  • Patrícia Pinheiro de Freitas Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de Nutrição, Escola de Enfermagem. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
  • Mariana Souza Lopes Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de Nutrição, Escola de Enfermagem. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3128-7959
  • Aline Cristine Souza Lopes Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de Nutrição, Escola de Enfermagem. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.26e0204

Palavras-chave:

Estilo de vida, Hábitos alimentares, Exercício físico, Inquéritos epidemiológicos, Inquéritos nutricionais

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar as prevalências de comportamentos de saúde de brasileiros segundo a participação em programas públicos de estímulo à prática de atividade física. Para isso, foram utilizados dados da Pesquisa Nacional da Saúde 2013, que entrevistou 60.202 adultos e idosos e investigou comportamentos de saúde protetores (consumo de feijão, peixe, carne sem excesso de gordura, frutas e hortaliças; e prática de atividade física) e de risco (consumo de refrigerante, doces e álcool; substituição de refeições; tabagismo e assistir televisão). Foram calculadas as prevalências e intervalos de confiança (95%). Cerca de 10% dos entrevistados participavam destes programas e possuíam comportamentos mais saudáveis (maiores prevalências de prática de atividade física e consumo de peixe; e menor ingestão de doces e tabagismo), quando comparados aos demais, com diferenças entre as macrorregiões do país. Desta forma, a expansão destes programas e a diversificação de suas atividades podem constituir importante estratégia de promoção da saúde no país.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

World Health Organization. WHO Global NCD Action Plan 2013-2020. Genebra: WHO; 2013.

Mielke GI, Hallal PC, Rodrigues GBA, Szwarcwald CL, Malta DC. Prática de atividade física e hábito de assistir à televisão entre adultos no Brasil: Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Epidemiol Serv Saúde. 2015;24(2):277-86.

Claro RM, Santos MAS, Oliveira TP, Pereira CA, Szwarcwald CL, Malta DC. Consumo de alimentos não saudáveis relacionados a doenças crônicas não transmissíveis no Brasil: Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Epidemiol Serv Saúde. 2015;24(2):257-65.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis. VIGITEL 2019: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2019. Brasília: Ministério da Saúde; 2020.

Ministério da Saúde (BR). Portaria GM n.2.446, de 11 de novembro de 2014. Redefine a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). In: Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. Brasília;2014.

Ministério da Saúde (BR). Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.

Ministério da Saúde (BR). Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2021-2030. Brasília: Ministério da Saúde;2020.

Malta DC, Andrade SSCA, Stopa SR, Pereira CA, Szwarcwald CL, Junior JBS et al. Estilos de vida da população brasileira: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Epidemiol Serv Saúde. 2015;24(2):217-26.

Ministério da Saúde (BR). Portaria GM n. 2.608, de 28 de dezembro de 2005. Define recursos financeiros do Teto Financeiro de Vigilância em Saúde, para incentivar estruturação de ações de Vigilância e Prevenção de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis por parte das Secretarias Estaduais e Secretarias Municipais de Saúde das capitais. In: Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção às Urgências. Brasília; 2005.

Guarda FRB, Silva RN, Feitosa WMN, Neto PMS, Júnior JLACA. Caracterização das equipes do Programa Academia da Saúde e do processo do trabalho. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2015;20(6)638-40.

Silva KL, Sena RR, Matos JAV, Lima KMSV, Silva PM. Acesso e utilização da Academia da Cidade de Belo Horizonte: perspectiva de usuários e monitores. Rev Bras Ativ Fis Saúde. 2014;19(6):700-02.

Malta DC, Mielke GI, Costa NCP. Pesquisas de avaliação do Programa Academia da Saúde [recurso eletrônico]. Florianópolis: Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde; 2020 [acesso em: 29 de set de 2020]. Disponível em: http://sbafs.org.br/public/Painel/midia/imagem/arquivo/Malta_Mielke_Costa_Academia_da_Saude.pdf.

Mendonça RD. Efetividade de ações de promoção do consumo de frutas e hortaliças no Programa Academia da Saúde [tese]. Belo Horizonte: Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais; 2016.

Lopes ALS, Ferreira AD, Mendonça RD, Dias MAS, Rodrigue RCLC, Santos LC. Estratégia de Promoção à Saúde: Programa Academia da Cidade de Belo Horizonte. Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2016;21(4):379-84.

Jaime PC, Santos LMP. Transição nutricional e organização do cuidado em alimentação e nutrição na Atenção Básica em saúde. Divulg Saúde Debate. 2014;51:72-85.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde 2013: percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2014.

Szwarcwald CL, Malta DC, Pereira CA, Vieira MLFP, Conde WL, Souza Júnior PRB, et al. Pesquisa Nacional de Saúde no Brasil: concepção e metodologia de aplicação. Cienc Saude Coletiva. 2014;19(2):333-42.

Jaime PC, Stopa SR, Oliveira TP, Vieira ML, Szwarcwald CL, Malta DC. Prevalência e distribuição sociodemográfica de marcadores de alimentação saudável, Pesquisa Nacional de Saúde, Brasil 2013. Epidemiol Serv Saúde. 2015;24(2):267-76.

World Health Organization. Guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Genebra: WHO; 2020.

Noronha BP, Nascimento-Souza MA, Lima-Costa MF, Peixoto SV. Padrões de consumo de álcool e fatores associados entre idosos brasileiros: Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Ciênc. saúde coletiva. 2019; 24(11): 4171-80.

Lemos EC, Gouveia GC, Luna CF, Silva GB. Programa academia da cidade: descrição de fatores de adesão e não adesão. Rev Bras Ci e Mov. 2016;24(4):75-84.

Sá GBAR, Dornelles GB, Cruz KG, Amorim RCA, Andrade SSCA, Oliveira TP, et al. O Programa Academia da Saúde como estratégia de promoção da saúde e modos de vida saudáveis: cenário nacional de implementação. Cien Saude Colet. 2016;21(6):1849-59.

Andrade ACS, Mingoti SA, Fernandes AP, Andrade RG, Friche AAL, Xavier CC, et al. Neighborhood-based physical activity differences: Evaluation of the effect of health. PLoS ONE. 2018;13(2):e0192115.

Rezende LFM, Garcia LMT, Mielke GI, Lee DH, Giovannucci E, Eluf-Neto J. Physical activity and preventable premature deaths from non-communicable diseases in Brazil. J Public Health (Oxf). 2019;41(3):e253-60.

Ferreira JS, Diettrich SHC, Pedro DA. Influência da prática de atividade física sobre a qualidade de vida de usuários do SUS. Saúde Debate. 2015;39(106):792-801.

Filho ERA, Chariglione IPFS, Silva JTC, Vale AMS, Araújo EKHS, Santos MFR. Percepção dos idosos quanto aos benefícios da prática da atividade física: um estudo nos Pontos de Encontro Comunitário do Distrito Federal. Rev Bras Ciênc Esporte. 2019;41(2):142-9.

Fernandes AP, Andrade ACS, Costa DAS, Dias MAS, Malta DC, Caiaffa WT. Programa Academias da Saúde e a promoção da atividade física na cidade: a experiência de Belo Horizonte, MG, Brasil. Cien Saude Colet. 2017;22(12):3903-14.

Mendes LL, Campos SF, Malta DC, Bernal RTI, Sá NNB, Velásquez-Meléndez G. Validade e reprodutibilidade de marcadores do consumo de alimentos e bebidas de um inquérito telefônico realizado na cidade de Belo Horizonte (MG), Brasil. Rev Bras Epidemiol. 2011;14(1):80-9.

Monteiro CA, Moura EC, Jaime PC, Claro RM. Validade de indicadores do consumo de alimentos e bebidas obtidos por inquérito telefônico. Rev Saude Publica. 2008;42(4):582-89.

Hallal PC, Tenório MCM, Tassitano RM, Reis RS, Carvalho YM, Cruz DKA, et al. Avaliação do programa de promoção da atividade física Academia da Cidade de Recife, Pernambuco, Brasil: percepções de usuários e não-usuários. Cad Saúde Pública. 2010;26(1):70-8.

Downloads

Publicado

2021-07-01

Como Citar

1.
Oliveira LN de, Freitas PP de, Lopes MS, Lopes ACS. Participação em programas públicos para prática de atividade física e comportamentos de saúde. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 1º de julho de 2021 [citado 19º de janeiro de 2022];26:1-10. Disponível em: https://www.rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14544

Edição

Seção

Artigos Originais