Atividade física para adultos: Guia de Atividade Física para a População Brasileira

Autores

  • Raphael Ritti-Dias Universidade Nove de Julho, Programa de Pós-graduação em Ciências da Reabilitação, São Paulo, São Paulo, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7883-6746
  • Átila Alexandre Trape Universidade de São Paulo, Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6487-8160
  • Breno Quitella Farah Universidade Federal Rural de Pernambuco, Departamento de Educação Física, Recife, Pernambuco, Brasil. Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Recife, Pernambuco, Brasil https://orcid.org/0000-0003-2286-5892
  • Daniel Rogério Petreça Universidade do Contestado, Núcleo de Pesquisa em Saúde Coletiva e Meio Ambiente, Mafra, Santa Catarina, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-6006-4861
  • Emmanuelly Correia de Lemos Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1450-6160
  • Fábio Fortunato Brasil de Carvalho Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-2979-6359
  • Lorena Lima Magalhães Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Coordenação-Geral de Promoção da Atividade Física e Ações Intersetoriais, Distrito Federal, Brasília, Brasil.
  • Marcos Gonçalves Maciel Universidade do Estado de Minas Gerais/Unidade Ibirité, Departamento de Ciências do Movimento Humano, Ibirité, Minas Gerais, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8357-491X
  • Paulo Sergio Chagas Gomes Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Instituto de Educação Física e Desportos. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-1026-8639
  • Sofia Wolker Manta Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Coordenação-Geral de Promoção da Atividade Física e Ações Intersetoriais, Distrito Federal, Brasília, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-1059-2471
  • Pedro Curi Hallal Universidade Federal de Pelotas, Departamento de Ginástica e Saúde, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1470-6461
  • Douglas Roque Andrade Universidade de São Paulo, Escola de Artes Ciências e Humanidades, São Paulo, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5135-582X

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.26e0215

Palavras-chave:

Diretrizes para o planejamento em saúde, Promoção da saúde, Política de saúde, Prevenção de doenças, Exercício físico

Resumo

Em 2020, o Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul, selecionou pesquisadores e pesquisadoras para a elaboração do Guia de Atividade Física para a População Brasileira. O objetivo deste artigo foi apresentar os métodos utilizados, bem como os resultados do Guia de Atividade Física para a População Brasileira (Guia) para adultos de 18 a 59 anos de idade. A base para construção do Guia se deu a partir de quatro perguntas norteadoras: O quê, quando, por que e como praticar atividade física (AF)? Para responder essas questões, duas estratégias principais foram adotadas: revisão das evidências científicas e a “escuta” de diferentes grupos estratégicos. A partir dos procedimentos realizados, recomenda-se que os adultos acumulem entre 150 e 300 minutos de AF por semana com intensidade moderada e/ou entre 75 e 150 minutos por semana de intensidade vigorosa. Dentre os benefícios identificados, destaca-se a redução de mortalidade por doenças crônicas, melhoria na saúde mental, nos aspectos sociais (e.g. interação com outras pessoas, contato com a cultura local etc.) e emocionais (e.g. autoestima, sensação de bem-estar etc.). Além disso, as recomendações não ficaram restritas aos desfechos supracitados, buscou-se considerar as especificidades e singularidades da população adulta nas diferentes regiões do Brasil, destacando que a AF está envolvida em movimentos populares, sociais e culturais. No Guia também são apresentadas mensagens para superar as principais barreiras da AF, e as redes de apoio existentes para auxiliar a população adulta a ter uma vida fisicamente mais ativa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Raphael Ritti-Dias, Universidade Nove de Julho, Programa de Pós-graduação em Ciências da Reabilitação, São Paulo, São Paulo, Brasil.

Referências

Bueno DR, Marucci MF, Codogno JS, Roediger Mde A. The costs of physical inactivity in the world: a general review. Cien Saude Colet. 2016;21(4):1001-10.

Hafner M, Yerushalmi E, Stepanek M, Phillips W, Pollard J, Deshpande A, et al. Estimating the global economic benefits of physically active populations over 30 years (2020-2050). Br J Sports Med. 2020;54(24):1482-7.

Brasil. Pesquisa nacional de saúde: 2019: percepção do estado de saúde, estilos de vida, doenças crônicas e saúde bucal: Brasil e grandes regiões / IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento, [Ministério da Saúde]. 2020. Disponível em url: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101764.pdf

Moreira WC, Nóbrega MPSS, Lima FPS, Lago EC, Lima MO. Efeitos da associação entre espiritualidade, religiosidade e atividade física na saúde/saúde mental: revisão sistemática. Rev Esc Enferm USP. 2020;54:1-8.

Zhao M, Veeranki SP, Magnussen CG, Xi B. Recommended physical activity and all cause and cause specific mortality in US adults: prospective cohort study. BMJ. 2020;370:m2031.

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional - Movimento é Vida: Atividades Físicas e Esportivas para Todas as Pessoas. Brasilia: PNUD; 2017.

World Health Organization. WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Geneva: World Health Organization; 2020.

WHO. Global recommendations on physical activity for health. Organização Mundial de Saúde, 2010.

U.S. Department of Health and Human Services. 2018 Physical Activity Guidelines Advisory Committee Scientific Report. Washington, DC: US Department of Health and Human Services, 2018.

Carvalho FFB, Pinto TJP, Knuth AG. Atividade física e prevenção de câncer: evidências, reflexões e apontamentos para o Sistema Único de Saúde. Rev. Bras. Cancerol. 2020;66(2):2-12886.

Brasil. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2019: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2019. Brasília: Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, 2019.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Programa Academia da Saúde: caderno técnico de apoio a implantação e implementação [recurso eletrônico], 2018. 220 p.: il

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Coordenação-Geral de Promoção da Atividade Física e Ações Intersetoriais. Recomendações brasileiras de atividade física: Relatório técnico do grupo de trabalho adultos, 2021.

Malachias MVB, Souza WKSB, Plavnik FL, Rodrigues CIS, Brandão AA, Neves MFT, et al. 7th Brazilian Guideline of Arterial Hypertension. Arq Bras Cardiol. 2016;107(3 Suppl 3):79-83.

Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020. Sociedade Brasileira de Diabetes; 2019.

Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Diretrizes brasileiras de obesidade 2016. 4 ed. São Paulo: Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica; 2016.

Scottish Intercollegiate Guidelines Network/British Thoracic Society. British guideline on the management of asthma: A national clinical guideline. Scottish Intercollegiate Guidelines Network/British Thoracic Society; 2019.

Del Duca GF, Nahas MV, Curi PH, Glazer KP. Leisure-time physical activities among adults in Florianopolis, state of Santa Catarina, Brazil: a population-based study on the characteristics of the practices and the practitioners. Cien Saude Colet. 2014;19(11):460-4.

Sa TH, Garcia LM, Claro RM. Frequency, distribution and time trends of types of leisure-time physical activity in Brazil, 2006-2012. Int J Public Health. 2014;59(6):975-82.

Guimaraes Lima M, Malta DC, Monteiro CN, Silva Sousa NF, Stopa SR, Medina LPB, et al. Leisure-time physical activity and sports in the Brazilian population: A social disparity analysis. PloS one. 2019;14(12):e0225940.

Wendt A, Carvalho WRG, Silva ICM, Mielke GI. Physical activity preferences in Brazilian adults: results from National Health Survey. Rev Bras Ativ Fís Saúde 2019;24:e0079.

Brasil. Ministério do Esporte. Diesporte - Diagnóstico nacional do esporte. Brasília: Ministério do Esporte; 2016.

WHO. Plano de ação global para a atividade física 2018-2030: Mais pessoas ativas para um mundo mais saudável. Organização Mundial de Saúde, 2018.

Brasil. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para População Brasileira. 2 ed. Brasília: Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica; 2014.

Stamatakis E, Lee IM, Bennie J, Freeston J, Hamer M, O'Donovan G, et al. Does strength-promoting exercise confer unique health benefits? a pooled analysis of data on 11 population cohorts with all-cause, cancer, and cardiovascular mortality endpoints. Am J Epidemiol. 2018;187(5):1102-12.

Brasil. Ministério da Saúde. Orientações para implementação do Guia de Atividade Física para a População Brasileira. Brasília: Secretaria de Atenção Primária à Saúde; 2021, no prelo.

Hallal PC, Pratt M. Physical activity: moving from words to action. Lancet Glob Health. 2020;8(7):e867-e8.

Milton K, et al. Maximising the impact of global and national physical activity guidelines: the critical role of communication strategies. Br J Sports Med. 2020;54(24):1463-7.

Stamatakis E, Bull FC. Putting physical activity in the 'must-do' list of the global agenda. Br J Sports Med. 2020;54(24):1445-6.

International Society for Physical Activity and Health (ISPAH). Oito investimentos da ISPAH que funcionam para a atividade física. 2020. Disponível em: https://www.ispah.org/wpcontent/uploads/2019/08/Investments_Portugese_Portugal.pdf.

Publicado

2021-07-21

Como Citar

1.
Ritti-Dias R, Trape Átila A, Farah BQ, Petreça DR, Lemos EC de, Carvalho FFB de, Magalhães LL, Maciel MG, Gomes PSC, Manta SW, Hallal PC, Andrade DR. Atividade física para adultos: Guia de Atividade Física para a População Brasileira. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 21º de julho de 2021 [citado 19º de janeiro de 2022];26:1-11. Disponível em: https://www.rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14557

Edição

Seção

Artigos Originais