Treinamento resistido modula TNF-α e melhora força muscular de pessoas vivendo com HIV e em tratamento de Terapia Antirretroviral de Alta Atividade

Autores

  • Julia Casagrande Bitencourt Universidade do Extremo Sul Catarinense, Curso de Educação Física, Criciúma, Santa Catarina, Brasil. Universidade do Extremo Sul Catarinense, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Criciúma, Santa Catarina, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4509-9054
  • Eduarda Valim Pereira Universidade do Extremo Sul Catarinense, Curso de Educação Física, Criciúma, Santa Catarina, Brasil. Universidade do Extremo Sul Catarinense, Grupo de Estudo e Pesquisa em Promoção da Saúde, Criciúma, Santa Catarina. https://orcid.org/0000-0002-5264-767X
  • Ian Rabelo Gabriel Universidade do Extremo Sul Catarinense, Curso de Educação Física, Criciúma, Santa Catarina, Brasil. Universidade do Extremo Sul Catarinense, Grupo de Estudo e Pesquisa em Promoção da Saúde, Criciúma, Santa Catarina.
  • Joni Marcio de Farias Universidade do Extremo Sul Catarinense, Curso de Educação Física, Criciúma, Santa Catarina, Brasil. Universidade do Extremo Sul Catarinense, Grupo de Estudo e Pesquisa em Promoção da Saúde, Criciúma, Santa Catarina. https://orcid.org/0000-0003-2843-6482

DOI:

https://doi.org/10.12820/rbafs.26e0227

Palavras-chave:

HIV/AIDS, Treinamento de resistência, Saúde pública

Resumo

O estudo tem como objetivo avaliar a contribuição do treinamento resistido em marcadores de estresse oxidativo e força de pessoas vivendo com HIV. Trata-se de um ensaio clínico não randomizado, com delineamento de série temporal descontinua, e amostragem por voluntários pertencentes ao Programa de Atenção Municipal às DST/HIV/AIDS (PAMDHA) com tratamento de Terapia Antirretroviral de Alta Atividade. Foram realizadas avaliações de composição corporal, aptidão física, dano oxidativo e enzimas antioxidantes. Nas variáveis antropométricas entre homens foi encontrada diferenças entre os grupos nos valores de circunferência abdominal (pré = 93,95 ± 8,21; pós = 92,25 ± 7,46) e percentual de gordura (pré = 88,5 ± 6,35; pós = 18,57 ± 7,74). Os níveis de força indicaram melhora em ambos os grupos (p < 0,05). As análises de grupamentos Carbonila, da atividade da enzima antioxidante Catalase, Superóxido Dismutase (SOD), substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico - Thiobarbituric acid reactive substances (TBARS) e os níveis de TNF-α no soro de indivíduos HIV+, não apresentaram diferenças significativas (p < 0,05). Os resultados demonstraram que o treinamento resistido de intensidade moderada pode ser utilizado como agente terapêutico adjunto ao uso da TARV para a manutenção e melhora da saúde de pessoas com HIV.

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Publicado

2021-11-05

Como Citar

1.
Bitencourt JC, Pereira EV, Gabriel IR, Farias JM de. Treinamento resistido modula TNF-α e melhora força muscular de pessoas vivendo com HIV e em tratamento de Terapia Antirretroviral de Alta Atividade. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde [Internet]. 5º de novembro de 2021 [citado 19º de janeiro de 2022];26:1-6. Disponível em: https://www.rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14624

Edição

Seção

Artigos Originais